Abrindo a LABACE 2016 no Aeroporto de Congonhas no dia 30 de agosto, Leonardo Fiuza, o novo presidente da ABAG, observou que todos aqueles presentes, jovens ou idosos, sabiam que, “Estamos enfrentando uma situação nunca antes vista,” mas sugeriu que se lembrassem do antigo dito popular, “A crise sempre traz oportunidades de mudança.” Ele também agradeceu seu predecessor, Eduardo Marson, por suas duas gestões (quatro anos) como dirigente da associação.
Fiuza observou as “mãos estendidas” pelo Ministro do Transporte, pela ANAC, pela Infraero, e pelos convites emitidos pelo Governo para que todos encontrassem novas formas de impulsionar a economia. Ele enfatizou a complacência da ABAG em “contribuir profissionalmente para melhorar o ambiente de negócios,” e então falou sobre fundamentos: “É um fato. Os aviões existem, eles estão por todo Brasil, e eles não são só estatísticos. Nós temos a segunda maior frota [de aviação executiva] do mundo. O Brasil é o quinto maior país do mundo, e há uma necessidade de viajar.”
Finalmente, ele trouxe à tona uma queixa tradicional no ramo da aviação executiva: ela é colocada em segundo plano em relação à aviação comercial nos slots de aeroportos. Burocratas, ele disse, frequentemente acham que “um jato executivo traz somente um passageiro que nem sequer faz compras em lojas de aeroportos.” Fiuza sugeriu uma nova perspectiva: “Das 100 maiores companhias brasileiras, 62 têm ou usam a aviação executiva, e essas companhias são responsáveis por aproximadamente 500.000 empregos. Pensem sobre isso, diretores de aeroportos!”
Dario Lopes, secretário da Aviação Civil, representando o Ministro do Transporte, assegurou a audiência, “O ministro entende a importância da aviação no geral, em todos os seus segmentos,” e observou a conectividade que ela oferece. “Guarulhos, o maior aeroporto do país, [forneceu conexões a] 30 cidades brasileiras ano passado, enquanto o Campo de Marte serviu 1.300.”
Ele também falou do papel da aviação geral em providenciar mão de obra para todo o setor de aviação, e sobre “a necessidade de se preparar para novas soluções, como a propriedade compartilhada.” Ele reconheceu a possibilidade de servir a aviação executiva alocando espaço em aeroportos para hangares e FBOs, e a “doação de equipamentos a aeroclubes, fortalecendo os centros de treinamento de mão de obra.”
Representando o governador de São Paulo estava o Secretário do Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, que observou, “Aviação é o meio de transporte que cresce mais rapidamente.” Ele falou sobre a privatização de cinco do total de 26 aeroportos do estado, e chamou a atenção para a segurança da aviação.